Um momento marcante na televisão brasileira William Bonner
Na noite do dia 31 de outubro de 2025, William Bonner encerrou sua longa jornada como apresentador do “Jornal Nacional”, após quase 30 anos oferecendo informações aos telespectadores brasileiros. Durante esse período, Bonner conquistou respeito e admiração, especialmente nos últimos 26 anos como editor-chefe do principal noticiário da Globo. Sua despedida emocionou o público, mas também marcou o início de uma nova fase com a chegada de César Tralli, que assumirá a bancada a partir de 3 de novembro, ao lado de Renata Vasconcellos.
Essa troca simboliza uma mudança significativa no jornalismo televisivo nacional, pois Bonner era a face do telejornal há gerações, consolidando sua imagem como sinônimo de confiabilidade e seriedade no jornalismo.
A transição na apresentação do telejornal
O encerramento da participação de William Bonner foi marcado pela entrada de César Tralli no estúdio, que foi oficialmente apresentado ao público como novo coapresentador ao lado de Renata Vasconcellos. Tralli é um profissional experiente da Globo, com mais de três décadas de carreira, onde atuou em diversas funções, como repórter de grandes reportagens investigativas, correspondente internacional em Londres e apresentador em diferentes telejornais da emissora.
A Globo destacou o currículo e a experiência de Tralli durante a apresentação, buscando garantir uma transição suave e manter o padrão que fez do “Jornal Nacional” o maior telejornal do país.

Audiência mantida mesmo na despedida histórica
Apesar do alto simbolismo da despedida de Bonner, os dados iniciais da Kantar Ibope Media mostram que o índice de audiência do “Jornal Nacional” na Grande São Paulo permaneceu estável, registrando 23,7 pontos de média. Esse número é similar às médias das últimas quatro sextas-feiras anteriores à despedida.
No horário de exibição, entre 20h30 e 21h45, o telejornal deteve 38,34% do share, indicando que quase quatro em cada dez televisores ligados naquela faixa estavam sintonizados no “Jornal Nacional”. Essa estabilidade sugere que, apesar da importância do evento, os espectadores mantiveram seu padrão habitual de consumo de notícias.
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Desempenho das concorrentes durante o mesmo período
As outras emissoras que competem por audiência em horário nobre apresentaram números variados. A Record garantiu o segundo lugar, somando 6,0 pontos entre o “Jornal da Record” e a novela “Mãe”. O SBT ficou em terceira posição, com 2,9 pontos, incluindo seus programas jornalísticos e a novela “A.Mar”.
A Band alcançou 1,3 ponto com a combinação da novela “Cruel Istambul” e o programa religioso “Show da Fé”. Por fim, a TV Cultura registrou 0,4 ponto com seus programas “Opinião” e o “Jornal da Cultura”. Esses dados mostram a liderança consolidada da Globo e a disputa mais equilibrada entre as demais emissoras.
O significado de cada ponto de audiência na Grande São Paulo
No mercado publicitário, o número de pontos de audiência traduz diretamente o alcance de um programa. Para a Grande São Paulo em 2025, cada ponto representa aproximadamente 77.488 domicílios com a televisão ligada. Esse indicador é utilizado por anunciantes e emissoras para definir a valorização dos espaços comerciais e planejar estratégias de mídia.
Portanto, os números do “Jornal Nacional” na despedida de Bonner confirmam o programa como um dos mais assistidos e estratégicos da televisão aberta nacional.
O legado deixado por William Bonner
Com quase trinta anos no ar, William Bonner construiu uma relação estreita e confiável com o público brasileiro. Seu trabalho transcendeu o papel de âncora; ele foi referência de ética, consistência e jornalismo de qualidade, acompanhando as transformações do setor em um período de grandes mudanças tecnológicas e sociais.
Como editor-chefe, Bonner também foi responsável por modernizar o telejornal, incorporando novas tecnologias e mantendo o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos, elementos que reafirmaram o “Jornal Nacional” como principal fonte de informação do país.
O novo desafio para César Tralli e o futuro do telejornal sem William Bonner
Assumir a bancada do “Jornal Nacional” ao lado de Renata Vasconcellos representa um passo importante para César Tralli, que traz sua vasta experiência para um dos programas mais influentes do Brasil. Ele deve equilibrar inovação e tradição, buscando manter o interesse de uma audiência que está cada vez mais dispersa e habituada a consumir notícias em múltiplas plataformas.
Com o aumento das redes sociais e a rápida circulação de informações, o telejornal tem o desafio de continuar sendo um espaço confiável, relevante e capaz de dialogar com diferentes públicos, preservando sua autoridade no cenário midiático.
Reflexões finais sobre a despedida e o futuro da notícia William Bonner
A saída de William Bonner marca o fim de uma era importante para a televisão brasileira, mas também representa a abertura para novos tempos. A estabilidade da audiência na noite de sua despedida mostra que o público continua valorizando o “Jornal Nacional”, mesmo em meio à crescente fragmentação do consumo de conteúdo.
A chegada de César Tralli indica que a Globo aposta na continuidade da qualidade e na adaptação aos novos hábitos de consumo. O desafio será grande, pois a competição se exacerbou com a diversidade de fontes e a velocidade das notícias na era digital.
Por fim, o legado de Bonner oferece um alicerce sólido, mas o futuro do “Jornal Nacional” dependerá da capacidade de combinar credibilidade, inovação e conexão com o telespectador moderno.







